Saudade é o amor que fica...
Saudade do cheiro de uma cidade...
Saudade do gosto de um beijo...
Saudade daquela aula inesquecível...
Saudade de um abraço apertado...
Saudade do som de uma voz que não sai dos nossos ouvidos...
Saudade do sorriso de um amigo...
Saudade das brigas com nossos irmãos...
Saudade daquele mestre querido, que nos ensinou além da matéria, experiências ricas a respeito da vida...
Saudade de jogar conversa fora com os amigos...
Saudade de sentir a mão um do outro...
Saudade das conversas com aquela pessoa especial...
Saudade de um lugar...
Saudade de uma pessoa...
Saudade de um tempo vivido, que faz falta, e que não tem mais volta...
Saudade dos pais...
Saudade dos filhos...
Saudade daquele livro...
Saudade de uma música...
Saudade de um olhar...
Saudade da vida...
Saudade daquele amor que não volta, mas que fica guardado dentro da gente...
Sente-se apenas, sem aviso, sem hora marcada. Bate no coração e fica, às vezes como uma sensação gostosa de se sentir, outras, apenas como uma dor, um peso por não poder controlar os acontecimentos vindos do tempo.
Saudade não é uma "coisa" apenas dos emocionais, até os mais racionais sente o peso e a delícia de uma saudade.
Muitos poetas, cantores e até nós mesmos buscamos uma definição para essa palavra carregada de um sentimento tão forte: "Saudade".
Entretanto, foi por um e-mail, dia desses, que recebi um texto que simplificava o tudo dessa palavra: Saudade é o amor que fica. É nosso, ninguém nos tira, nos pertence de uma maneira tão privativa, tão especial que ninguém ousa sentir igual... Saudade pertence aquele que viveu e ficou ali, com aquele amor latejante, pulsando por dentro, por algo que hoje, sem mais nem menos sente-se falta.
Saudade é apenas o amor que fica... E nada mais.
Léia Viana - fevereiro/2010.



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