Saudade  (Eu pensante pelo mundo) escrito em domingo 07 fevereiro 2010 15:28

Saudade é o amor que fica...

Saudade do cheiro de uma cidade...

Saudade do gosto de um beijo...

Saudade daquela aula inesquecível...

Saudade de um abraço apertado...

Saudade do som de uma voz que não sai dos nossos ouvidos...

Saudade do sorriso de um amigo...

Saudade das brigas com nossos irmãos...

Saudade daquele mestre querido, que nos ensinou além da matéria, experiências ricas a respeito da vida...

Saudade de jogar conversa fora com os amigos...

Saudade de sentir a mão um do outro...

Saudade das conversas com aquela pessoa especial...

Saudade de um lugar...

Saudade de uma pessoa...

Saudade de um tempo vivido, que faz falta, e que não tem mais volta...

Saudade dos pais...

Saudade dos filhos...

Saudade daquele livro...

Saudade de uma música...

Saudade de um olhar...

Saudade da vida...

Saudade daquele amor que não volta, mas que fica guardado dentro da gente...

Sente-se apenas, sem aviso, sem hora marcada. Bate no coração e fica, às vezes como uma sensação gostosa de se sentir, outras, apenas como uma dor, um peso por não poder controlar os acontecimentos vindos do tempo.

Saudade não é uma "coisa" apenas dos emocionais, até os mais racionais sente o peso e a delícia de uma saudade.

Muitos poetas, cantores e até nós mesmos buscamos uma definição para essa palavra carregada de um sentimento tão forte: "Saudade".

Entretanto, foi por um e-mail, dia desses, que recebi um texto que simplificava o tudo dessa palavra: Saudade é o amor que fica. É nosso, ninguém nos tira, nos pertence de uma maneira tão privativa, tão especial que ninguém ousa sentir igual... Saudade pertence aquele que viveu e ficou ali, com aquele amor latejante, pulsando por dentro, por algo que hoje, sem mais nem menos sente-se falta.

 

Saudade é apenas o amor que fica... E nada mais.

 

Léia Viana - fevereiro/2010.

permalink

Desencontros amorosos  (Eu Li) escrito em sexta 05 fevereiro 2010 00:27

"Procedíamos de galáxias diferentes, como dois cometas que se cruzam efemeramente no espaço. Ele vinha da infância e nunca tivera uma parceira estável, queria me viver até me esgotar, queria que montássemos juntos uma casa, que sonhássemos um futuro, que nos enchêssemos de compromissos de eternidade até as orelhas. Eu provinha da fatigante travessia da idade madura e sabia que a eternidade sempre se acaba, e tanto mais cedo quanto mais eterna. E assim fui avarenta, me neguei a ele, afastei-o de mim. Quanto mais ele me exigia, mais me sentia asfixiada; e, quanto mais me regateava, mais ansiosamente ele queria me segurar. Dito isso, se ele se retirava, eu avançava, e então o perseguia e o exigia: porque o amor é um jogo perverso de vasos comunicantes."

 

A filha do canibal - Rosa Montero

 

permalink

Janeiro sem Freio  (Minhas crônicas) escrito em segunda 01 fevereiro 2010 21:28

Foi tudo muito de repente.

Enquanto todos estavam concentrados em seus desejos para a virada do ano, festejando uns com outros na distribuição de abraços e na saudação de um ano melhor, eis que o ano se inicia surpreendendo a todos.

 Não bastasse as nossas angústias e pequenos dramas internos, nos tornamos espectadores de tragédias globais.

  A chuva, tão esperada por agricultores, tão aclamada pelos poetas e desejada por nós, naqueles dias de calor insuportável, não dava sinal de trégua e nos comprovou que seria uma das coadjuvantes do cenário de horror que janeiro nos deixou.

 O paraíso de águas claras que reúne tanta gente bonita, transformou-se na primeira hora do ano em um cenário de horror, a chuva que caia fortemente na cidade de Angra, mais precisamente em Ilha Grande, deixou registrado um dos piores acontecimentos: a morte de pessoas que estavam lá, apenas de passagem curtindo o revellion em um lugar bacana, cercados por amigos e parentes.

 Mas, o que parecia apenas um acidente isolado tomou proporções globais, logo em seguida o mês de janeiro nos marcava com mais um acontecimento desprezível: o terremoto em Porto Príncipe - Haiti. Uma cidade tão atormentada com suas adversidades, com tanta falta de perspectivas e órfã de si mesma, deixou ainda mais marcados os seus habitantes e a nós que assistíamos a tudo, com um nó enorme na garganta.

 Quando acreditávamos que já bastava de tanto horror, São Luiz do Paraitinga foi mais uma vítima da enchente e teve sua igreja destruída pela fúria da natureza.

  E os jogadores de Togo, na província Angolana, o terremoto da China que deixou mais de 100 casas destruídas, e a tempestade de neve dos EUA

  A natureza em fúria nos deixou com tantos sofrimentos, tantas angústias, tantos sonhos desmoronados, levados pela chuva.

  É foi realmente um janeiro sem freio.

Léia Viana - fevereiro/2010

permalink

Banana Split!  (Tentações, Minhas) escrito em domingo 31 janeiro 2010 15:59

É difícil resistir.

Eu não consigo é bem mais forte o desejo de devorar uma banana split inteirinha.

Sim, eu consigo comer uma inteira e ainda pedir bis! é uma das minhas sobremessas favoritas, não escolho uma data certa para devorá-la, pode ser inverno, verão, primavera, bateu vontade lá estou eu me deliciando com uma banana split.

 

 

permalink

Uma carta à você.  (Minhas cartas) escrito em quinta 28 janeiro 2010 00:31

Te escrevo...

Finalmente alguma notícia!

Minhas... Claro, à você.

Por favor, não me questione, não me acuse pelas ausências, não reclame da minha falta de jeito em não lhe avisar, bem como não me cobre os dias em que eu estive assim... Tão longe de ti.

Fez-me falta!

Mas, eu andei por aí, revendo planos, contabilizando as perdas e ganhos, reconstruindo sonhos, redescobrindo pessoas, valorizando algumas amizades importantes para minha vida e olhando um pouco mais para mim mesma.

Não deixei você de lado, apenas precisava dessa fuga momentânea, para olhar melhor por aí e deixar-me olhar por outros olhares.

Peço que me compreenda, que não me faça perguntas, apenas me aceite de volta com o coração aberto e os olhos vivos e ávidos por me ler tão qual eu me apresento para ti.

Senti saudades, aquela sensação boa, da falta que a gente sente por dentro de algo, e de pessoas, que só nos faz bem.

Estou pronta para retornar e um pouco menos ansiosa. Aos poucos vou aparecendo aqui, e, se você permitir novamente, tudo será melhor dessa vez. Obrigada por me esperar e voltar a me ler.

Um beijo enorme para ti.

 

Léia Viana - Janeiro/2010.

 

 

 

 

permalink